Violência contra a mulher: é real ou coisa do passado?



Essa semana eu estava fazendo um trabalho sobre a atuação do psicólogo nos centros de referência em atenção à mulher (by the way, sou estudante de psicologia). A Paula viu e me pediu pra escrever um texto no blog sobre o assunto. Daí, eu comecei a me questionar o porquê de ainda termos que discutir a respeito de violência contra a mulher, uma vez que alcançamos certo patamar de igualdade jamais visto antes (mas ainda assim, estamos a anos-luz de estarmos em pé de igualdade com o homem).

O respeito ao próximo, independente de gênero, é uma coisa tão básica, tão primitiva, tão sine-qua-non, que não deveria nem ser discutível. Mas o mundo anda tão complicado que eu, como mulher, me sinto na obrigação de falar, discutir, dar uma de “feminazi” e gritar que mulher não merece apanhar. Nem aquelas que insistem em relações doentias.

Aquela amiga que disse que ‘caiu da escada’ não gosta de apanhar. A colega que chegou no escritório com o olho roxo não estava ‘se comportando mal’. A dona de casa espancada pelo marido não ‘fez por merecer’. Esse homem agressor não continua na vida delas apenas porque elas o amam. O que acontece aqui é que por trás de cada uma delas existe uma mulher muito humilhada, subjugada e descrente do seu valor.

Assédio moral, amiguinhos, acontece em muitos outros lugares que não numa relação de chefe-empregado. Acontece todos os dias com essas mulheres que foram educadas a aceitar que o papel delas nessa sociedade é em casa, cuidando da família, agradando o marido, aceitando traição, não contrariando o seu companheiro.

Eu e meu nariz


É engraçado como uma parte tão pequena de nós pode falar tanto sobre nós mesmos. Cresci em um bairro de classe média em Salvador, tinha vários vizinhos brancos e outros negros que se achavam embranquecidos por não morarem em bairros periféricos. 

Não compreendia bem o porquê, mas desde pequena notei que eu era “feia”. Ou “bonita”, ao mesmo tempo. Explico. Ainda bebê, tinha a pele parda, olhos mel e cabelos lisos (que nunca foram pretos, castanhos mesmo). Minha avó e minha mãe, negras, só poderiam ser minhas babás. Fui crescendo e as características mais clichês do corpo feminino negro, suas curvas, foram aparecendo. Daí fui ficando ainda mais “bonita”. Mas quem notavam eram os homens mais velhos. O que sempre me deixou com medo da ideia de ser “bonita”.

Na adolescência, percebi que, apesar dos homens mais velhos me acharem “bonita”, não eram os meus vizinhos, mas os trabalhadores que eu encontrava pelo caminho (usualmente negros e pardos). Os meus coleguinhas e vizinhos de mesma idade, desde os meus 6 anos, me deram o apelido de “Jackson 5”. Eu odiava! Eles eram “feios”. Tinham narizes enormes! 

Foi na adolescência que eu percebi que eu também tinha nariz grande. E que isso me fazia feia, mesmo que eu alisasse os cabelos ou estivesse com o peso certinho e tivesse mais curvas que minhas coleguinhas brancas.

Desde então, pensei em uma rinoplastia. Lembro que o desejo ficou mais forte lá pelos 14 anos. Entre muitas alterações hormonais e pessoais na minha vida, engordei. Daí, além de negra e com aquele nariz enorme, ainda era gorda. Vejo fotos minhas desses 15 anos atrás e me acho tão bem, tão magrinha. Mas me via enorme, horrorosa, gorda. A ideia da cirurgia plástica foi ficando cada vez mais nítida na minha mente. Havia escolhido o que fazer, qual modelo de nariz queria (e o medo de ficar sem nariz como o Michael Jackson?). O que me impediu foi a falta de grana. Aliás, você sabia que o nariz e as orelhas de uma pessoa crescem até o dia de sua morte (e um pouco depois tb rs)?

Assim como em muitos aspectos da minha negritude, levei muitos anos para entender que muito do que vivi na infância era racismo. E que eu estava sempre me sentindo diminuída, tentando provar meu valor em todos os lugares que passei, seja estudando, seja trabalhando. Sempre preocupada em ter a melhor postura, a melhor aparência possível. Até que um dia, tentando me recuperar de mais um período de baixíssima autoestima, fiz um desses exercícios de autoajuda. Ele é até bem simples, escreva num papel todos os elogios que já lhe deram, as qualidades ou partes do seu corpo que você gosta e leia em voz alta por 21 dias, se olhando no espelho.

Foi assim que eu olhei meu reflexo, pela primeira vez na vida, e vi realmente uma mulher bonita. Já tinha mais de 25 anos. Foram anos da minha vida tentando achar defeitos em mim que justificassem todo o racismo que sofri e o quanto eu fui me escondendo e me guardando do mundo e de mim mesma após cada decepção, seja com amigos, seja com namorados. 

Desencanei do nariz. O meu é igual ao do meu pai e de minha irmã. Eu percebi, depois de anos, que meu pai ficava triste quando eu dizia que queria mudar o meu, que preferia que fosse como o de minha mãe, que é menos “de batata”. Ali eu vi o quanto eu tenho orgulho do pai que tenho e de tudo o que ele fez e ainda faz por mim. Como eu poderia negar um traço que nos une e que remonta a toda uma ancestralidade de luta e de sabedoria (que, aliás, segundo uma pintura do Rugendas, veio de Moçambique)? 

Desenvolvi um amor genuíno pelo meu nariz. De batata, grande e negro, como eu. E lindo.


Mabia Barros

Eliana Kertesz e a valorização feminina


"O bonito é bonito. A beleza não pode ser única". 
Eliana Kertesz aprendeu à duras penas como expressar sua arte. Aproveitou um momento de tristeza, colocou as mãos no barro e deu vida à um dos maiores ícones de valorização da beleza feminina, as esculturas das "Gordinhas".

Sempre que passava pelas "Gordinhas de Ondina", há muito tempo, me perguntava quem era a pessoa que teria feito uma arte tão linda. Tive o prazer de conhecê-la pessoalmente como sogra da minha amiga Lara, mas não tinha noção da sua importância como escultora.
Gordinhas de Ondina
Depois de um delicioso bate-papo no último Pop Up Shop (evento de moda, música, gastronomia e diversão, que aconteceu em Salvador no último final de semana), fui pesquisar mais sobre a artista que, por coincidência (ou não!) foi criada no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, junto com minha mãe e minhas tias.

Descobri, por exemplo, que ela tem reconhecimento internacional e participação em exposições dentro e fora do país, entre elas, a “5ª Bienale di Roma”, na qual foi premiada, no início de 2004, com a terceira colocação na categoria escultura. Além disso, duas de suas gordinhas, Maria Dolores e D. Sinhazinha, fazem parte do acervo pessoal da presidenta Dilma Rousseff.

CRIAÇÃO, ACHO QUE A MINHA DEU CERTO.


Conversei sobre o assunto com uma amiga e fiquei pensando na minha criação e no que isso reflete na pessoa que sou hoje. Não que eu seja perfeita, não que o jeito que fui criada tenha sido um dos melhores, mas acredito eu que tenha dado certo. 

Aliás, tenho meus defeitos, inseguranças, falo besteira, mas tenho consciência da pessoa que me tornei e gosto do resultado.

Analisando, acho que tudo não passou de uma reação em cadeia, principalmente, dos exemplos que as mulheres da minha família tiveram durante gerações.

Resumindo a história: 

  • Minha bisavó era francesa. Veio para Salvador em 1888. Era uma mulher instruída, à frente do seu tempo, grande entusiasta da leitura, discutia política com o marido e seus amigos intelectuais. Aceitou de bom grado quando a filha quis casar com um "plebeu", contra todo o resto da família de nome. 
  • Minha vó, era filha dessa mulher e de um poeta. Não era exatamente igual, mas foi uma das melhores pessoas que conheci, era amiga das filhas e só fez apoiar minha mãe quando esta ficou grávida antes de casar. Ajudou a me criar (e mais um monte de agregados e netos) e sempre me apoiou completamente. Era minha alma gêmea, meu tudo.
  • Minha mãe teve esses exemplos dentro de casa e de outras famílias excelentes com as quais conviveu. Formada na área de educação e ávida estudante de psicologia, ela criou a mim e a meu irmão da melhor forma possível: através do exemplo. Lá em casa não teve tapa (é sério!) e sempre teve muita conversa.
LÓGICO que meu pai também teve parte fundamental nisso, com sua personalidade serena e brincalhona. Nunca vi uma gota de machismo vinda dele, graças a Deus. Que eu saiba, meu irmão seguiu por esse caminho também.
Desde pequena sempre escutei a verdade sobre de onde vêm os bebês, sexo e, principalmente que eu era dona do meu corpo e mais ninguém. Desde muito pequena. Isso é, hoje, repetido em versos e prosas para minha sobrinha adolescente. Como passei por isso e vejo como é com ela agora, acredito que é desde cedo que se forma a autoestima de uma mulher, que são plantados os conceitos do feminismo.

Assim eu cresci. Vendo minha mãe ser independente, meu pai um parceiro. Minha mãe saindo com as amigas, meus pais saindo juntos para barzinhos, todos nós saindo juntos, toda a família viajando junta, unida. Uma verdadeira equipe em casa!

Aos poucos, fui tendo ciência do meu papel como mulher. Acho que ainda tenho um caminho muito longo a percorrer, tem muitas coisas que quero melhorar. Com isso tudo, o machismo sempre soou estranho aos meus ouvidos. Se meu pai, que me criou, não era assim... Alguém que conheci ontem, poderia ser? Se sempre vi minha mãe sendo bem resolvida e independente, eu poderia ser diferente? Seria muito difícil ser diferente. E é.

Não quer dizer com isso, que toda criação deva ser assim, que sua criação foi ruim e que você tenha que ser submissa pq sua mãe é. Não. Não sou dona da verdade. Só acho que você pode mudar sua história, caso quiser. Só parei para analisar esse ponto da minha minha vida e te dizer que tanto a sua pode mudar, quanto que você pode ter outras opções para quando for a hora de criar uma filha, por exemplo. 

Acho que sempre é hora de parar para pensar e ajudar a criar um futuro diferente, principalmente para as mulheres.

Beijos
Paula
@blogmulherzinha

NÃO TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM. OU TÁ?




Depois de ficar alguns anos na pista, tô procurando uma vaga para acostar. Tipo alguém fixo, saca?

Nos últimos três meses, conheci, no sentido bíblico da palavra, uns 5 caras. Não sei se esse número é assim tão expressivo. Tem algum site que calcula essa zorra? Ah, deixa lá! Amanhã falo com minha terapeuta, apesar de já saber a resposta, ou melhor, a pergunta: tem regra?

Não sei se posso dizer que não tá fácil pra ninguém, porque tem quem não esteja pegando nem isso. E olhe que eu sou seletiva pra caramba, viu? Mas tem gente que, ao longo da vida, só pega um, aquelas tias de antigamente, por exemplo. Isto sem falar nos que morrem virgens, né? Pô, coitados, gente. Sacanagem...

Então, melhor evitar dizer isso, porque, pra mim, talvez esteja fácil, sim. Talvez eu que esteja dificultando. E outra coisa: também venho aprendendo a cultivar a gratidão. Por isso vou parar de dizer que tá difícil. Mas que tá foda, tá.

Putz! Depois de escrever esse 5 lá em cima, fiquei encucada. Ainda bem que não foi em número cardinal, senão, seria pior. Deixe assim mesmo, em arábico.

Pois é, esses algarismos, para mim, de certa forma, são representativos, porque veem carregados de uma espécie de frustração, saca? É... pô, frustração.

Mas, por outro lado, botando na ponta do lápis, acho 5 muito pouco. Traduzindo em algoritmo... porra, algoritmo não. Ninguém vai entender. Acho que nem eu. Então, traduzindo em bom português, ou melhor, em orgasmo, não dá 10 minutos corridos. Caralho! É foda, velho. Isso porque teve um filho de Deus que me deu uma alegriazinha. Se não fosse essa boa alma (e bom corpo, vale dizer), era zero prazer messsssssmo.

Estou falando de mim, porque para eles, com certeza valeu e muito. E digo isso sem falsa modéstia, porque, se tem algo em que eu invisto, é na arte de dar prazer. E dou.

Como não quero ser injusta, de todos os cabras dos últimos meses, teve esse que foi coisa de cinema (filme pornô, claro). Era o pica das galáxias. Sim, você pode me perguntar, e por que não deu certo? Bom, essa é uma expressão que eu nem costumo usar. Nem quando o bolo queima. Porque dar certo, para mim, não significa ser pra sempre. Dar certo, em termos de relacionamento, é fazer os envolvidos felizes por um tempo. Nesse caso, deu certo por uma semana ou duas.

E olhe que eu sou do tipo que acredita, que investe, que banca a ideia. Não começo um lance com o pé atrás, saca? Me jogo de cabeça, não tenho frescura, regrinha, pé no chão, traumas. Ainda que tenha havido uma ou outra inversão de expectativa, não dirijo olhando pro retrovisor. Dou um saque de vez em quando, mais para rir do que ficou pra trás do que para projetar o que vem pela frente.

Esse cara aí é o único que vale a pena citar. Não que os outros sejam imprestáveis. São até gente boa. Ainda tenho o telefone deles gravado. Vai que... né? Ô... Mas saca aqueles caras que não acrescentam? Ao contrário, só sugam: tempo, paciência, grana, energia. E minha energia é algo que prezo muito. Mesmo o sexo, de que tanto falo, é energia, né? Então.

Pô, esse cara era massa. Tinha uma grande chance comigo. Mas, infelizmente, um complexo de inferioridade maior ainda, uma insegurança, sei lá... algo que me sufocava. E por mais que eu queira alguém fixo, não quero alguém grudado. Não quero prender, nem ser prisioneira. Preciso de liberdade incondicional, individualidade, autonomia de voo.
É uma pena, viu? Porque, de boa, foi a melhor transa de minha vida. Mas vale a pena namorar uma pessoa só porque ela é boa de cama? Pra mim, uma boa trepada não vale a minha paz de espírito. Mas, por outro lado, dá pra ter paz sem trepar?

Bjs
Claudinha

Sobre as obrigações das mulheres...


Nasceu uma menina! E com ela: roupinha rosa; brinco na orelha; boneca; “se comporte, menina, feche as pernas”; menstruação; “agora você é uma MO-CI-NHA”; “se valorize”; academia/drenagem/lipo/depilação; “homem trai mesmo, mas ele é um excelente marido, não deixa faltar nada em casa”; “COMO VOCÊ NÃO QUER TER FILHO?”, e culmina com “você não está velha demais pra isso?”. É cruel saber que, mesmo que a família tenha a mente aberta, a sociedade está aí pra cobrar cada uma destas questões.

A grande sacada deste século é: As mulheres estão independentes. DEAL WITH IT. Mas não adianta estarem independentes e não satisfazerem os desejos do patriarcado. A repetição é a mãe da retenção. Desde pequena, tudo que é esperado da mulher é repetidamente ditado conforme os padrões de quem? Do patriarcado.

Lembro da minha mãe dizer que eu parecia um “moleque-macho” aos 12 anos, porque eu vivia cheia de marcas roxas e machucados nas pernas e o meu grau de vaidade era -1. “A beleza é um sacerdócio”, ela dizia. Não a culpo, porque sei que foi assim que todas as gerações anteriores a nós, da faixa dos 30 anos, entenderam a dinâmica da vida: homens são os donos do mundo. Mulheres são APENAS coadjuvantes e devem se portar como tal.

Aí chega a grande cobrança da juventude: “você tem que se valorizar”. Não pode sair por aí dando pra qualquer um. “Uma porta que se abre com qualquer chave não guarda tesouro”. Eu ouvi algo parecido com isso uma boa parte da minha adolescência. True story. À mulher é reservada a obrigação de se guardar. Ao homem é reservado o direito de exercitar sua sexualidade. É assim desde que o mundo é mundo. 

Sentem e chorem comigo nesse momento: De acordo com o Projeto Sexualidade, do Hospital das Clínicas da USP, UM TERÇO das mulheres brasileiras nunca teve um orgasmo na vida. E muitas delas nunca vão ter.

Não adianta ser bem sucedida, fazer caridade, conhecer lugares incríveis e ter uma penca de amigos legais se não houver um homem do seu lado, “olha lá, mal-amada, é uma workaholic, mas aposto que nenhum homem quer, vai morrer sozinha numa casa cheia de gatos”

“Ahh, você tá muito descuidada! Tem que emagrecer, isso é uma questão de saúde!”. Gordofobia disfarçada. Homens não são cobrados pela sua aparência física; se olham no espelho e se acham sensacionais. A mulher pode ser a garota fitness, mas sempre vai achar que poderia melhorar aqui ou ali. No fundo, o objetivo é sempre agradar o macho, ou parecer mais competitiva para que? Ganhar o macho. They tried to make me go to a gym, and I said: NO! NO! NO!

Chegam os 30 anos e com ele, o deadline dos filhos. Primeira questão: não encontrou um parceiro? Se não, é melhor correr ou fica pra titia. Já encontrou parceiro? Mas você não quer filhos? Quem vai cuidar de você na velhice? PERAÍ! Vocês não acham muito egoísmo colocar alguém no mundo com a obrigação de cuidar de vocês na velhice? Não é um fardo muito grande para alguém que nem pediu para nascer?

Poderia listar inúmeras cobranças que eu, do alto dos meus 30 anos, já recebi (inclusive de desconhecidos), mas não caberia nesse post, rs. Qualquer dia eu escrevo um post de obrigações parte II, mas você sabe, né? Sou mulher e minha única obrigação é ser feliz.

Beijo!
Jéssica Castro

JULIEN BLANC: O ICONE DO MACHISMO


Essa semana tivemos o desprazer de saber da existência de um ser despresível chamado Julien Blanc. Quem é ele? Julien é o que a imprensa americana chama de "Pick Up Artist", ou seja, ele faz palestras por aí dizendo que manja da arte de "pegar mulher"e ensina os homens a serem mais auto-confiantes.

O que há de mal nisso? Não haveria nenhum se, na verdade, ele não ensinasse aos homens sufocar as mulheres para beijá-las a força, assediá-las, incitasse a violência e o estupro, subjulgasse, humilhasse. É racista, xenofóbico e um monte de merda mais.





Ele já foi expulso de alguns países (incluindo Austrália e Japão) e estava pensando que conseguiria vir ao Brasil. Por conta disso, mais uma vez, o país se uniu através das redes sociais para impedir que isso acontecesse. Foi organizado um abaixo-assinado para que o Itamaraty, a Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores não concedesse o visto a esse ser. O pedido foi atendido.

Segundo a Revista Marie Claire, que entrevistou um diplomata do Itamaraty: “Hoje, recebemos uma circular interna do Itamaraty, que foi encaminhada para todos os postos consulares, dizendo que, caso Julien peça visto, ele será negado”. Ainda segundo a fonte, a decisão foi tomada por conta de toda a mobilização gerada em torno do caso. “Pode-se dizer que o abaixo-assinado [que reuniu mais de 270 mil assinaturas] influenciou o Itamaraty. E mais do que isso, a reportagem publicada pela Marie Claire também contribuiu”, comentou.

O Itamaraty já confirmou oficialmente o veto ao visto de Julien Blanc.

Julien ensina que mulher não é gente. Ele ensina que homem branco pode fazer o que quiser. Ele prega toda essa podridão para arrancar dinheiro de homens que pensam que nem ele e estimular o pior das pessoas. Já havia uma suposta lista de espera, com mais de mil interessados. Temos problemas suficientes, obrigada. Não precisamos de alguém que dê certificados de misoginia aos machistas brasileiros. 

Sabem o que acho pior? Ele não é o único. Por aqui temos o horroroso Gui Pinheiro, que pegou toda a sua frustração e resolveu ganhar dinheiro com imbecis da mesma laia dele e de Julien Blanc. Temos esse e mais milhares.

Sabem o que é pior ainda? Existem pessoas que defendem ele. E algumas delas, mulheres. Como assim, gente? Vamos falar sobre o machismo reproduzido por mulheres por aqui mais profundamente, mas não posso deixar de me surpreender.

É exagero? É só não ir à palestra? Espero mesmo que todas as mulheres que acham que Julien não é nada demais não precisem topar com nenhum dos seus discípulos. Mas já o fizeram, na balada, quando um cara na fila do bar a puxou pelos cabelos.Tem horas que acho que têm pessoas que nunca escutaram falar de direitos da mulher, emancipação feminina e, principalmente, de direitos humanos.

Isso é da criação dos homens, deixa pra lá? Foda-se essa criação deturpada e quem pensa que nem ele. Foda-se o masculinismo e qualquer mimimi e male tears.

Chega gente, temos que mudar isso. Temos que forçar a barra para impor o respeito que as mulheres merecem. Temos que criar as novas gerações de forma diferente.

Me chame de feminista chata, diga que não vou arrumar marido pensando assim. Sinceramente? Eu prefiro morrer seca e só do que me relacionar com um ser com uma mente podre dessa forma. Apesar de quê, ser a feminista chata já inibe a aproximação dessas pessoas. Ainda bem. 

Paula Dultra e Mabia Barros

Do homem, seus medos bobos e coragens absurdas.


O tempo passa, mas uma coisa não muda: os homens (ah! Os homens...) continuam me impressionando. E, neste mês de conscientização sobre o câncer de próstata, é inevitável lembrar de alguns de seus medos.

Homem faz pouco caso das mulheres e seu medo ancestral de baratas. Devo dizer que, apesar de ser uma legítima representante do gênero (SQN), não tenho medo nenhum desse inseto. Tenho verdadeiro pavor, principalmente quando perco uma de vista ou quando a sacana abre as asas e dá aquele voozinho rasante sobre minha cabeça. Aí eu peço a morte.

Mas os homens conseguem ser muito piores, na boa. Eles têm medo de algo que pode lhes salvar a vida. O toque retal, por exemplo. Veja, tsc, um negócio que parece tão prazeroso.

Não creio que seja o medo da dor em si, porque dizem (é, dizem) que não dói nada. E, aqui pra nós, entre quatro paredes, já vi muito marmanjo curtindo essa aterração, aterramento... Não sei o nome correto da prática (o nome). O autocorretor do Word está sublinhando essa palavra. Mas o que quero dizer é que tem muito homem (hétero) que curte fio terra. Oh! Grande novidade.

Mas, calma, meninos. Fiquem tranquilos. Não vou citar nomes. Tudo bem que os exemplos credibilizam. Só que eu prefiro perder a credibilidade, se é que tenho alguma, do que perder a foda. Então, combinado, né? Eu não cito seu nome (tá bom, tá bom, nem as iniciais), nem você me boicota. E a gente continua dando uma quando der.

Então, já que não é medo de sentir dor, porque, como disse, alguns homens, aliás, muitos, adoram um dedinho ou dois (e otras cositas más), não me resta tanta justificativa assim para tamanha resistência.
Já ouvi falar que essa atitude defensiva é medo de virar viado. Mas eu também acho que não tem nada a ver. Não é o dedo de um especialista que faz a gente pegar gosto pela coisa. Ao contrario. É o dedo amador, sem luva, com calos, mão ligeiramente suja de graxa (ah! Os mecânicos...). Já ouvi dizer também que a pessoa é para o que nasce. Então, não tem pra onde correr.

No fundo, no fundo, acho mesmo é que os homens têm medo do que as pessoas vão pensar. Já pensou encontrar aquele vizinho fofoqueiro bem em frente ao consultório do urologista? Seria o fim, não?

Não, eu não acho. O fim é a morte, e esta começa com a ignorância.

Bom, dos medos masculinos eu já falei. Da coragem, engraçado... Não me lembro de nenhuma. Ah! Me ocorreu uma agora. Uma coragem absurda, por sinal. Mas isso é assunto para um próximo post.

Claudinha

“Amor” nos tempos de Whatsapp?

Estamos todos atônitos com as mudanças lançadas pelo Whatsapp (que pertence ao Facebook, lembrem) esta semana. Agora ele indica que a mensagem foi recebida e lida pela pessoa com quem você está conversando, ou com todos de um grupo. Há formas de burlar o sistema, como sempre, mas ando reparando é outra coisa.


Vi esse tweet hoje de manhã e acabei pensando ainda mais no que já havia notado. Todas as zoações sobre o assunto são sobre a reação das mulheres às mensagens ignoradas. Há quem venha me dizer que, neste print em particular, as palavras estão no feminino por que se referem à mensagem em si. 
Sei. O que dizer então das piadas de que relacionamentos acabarão (que eu mesma fiz, conheço várias pessoas neuróticas com conversas com seus companheixs no whats, mas percebo meu erro), que agora mesmo que sua namorada vai pegar no seu pé e que mais atualizações neste estilo podem exigir que voltemos a enviar cartas?


Será que este comportamento, o de ficar ansiosa com uma resposta para uma indagação na conversa online, é apenas feminino? Ou associado ao feminino, visto que muitos homens homo se identificam com a ansiedade? A real é que, se você tá de frete com alguém, ou mantém uma relação com alguém, e o principal canal de comunicação for o celular, fatão, mas vai rolar uma raiva maior com a mensagem ignorada. Mas daí já sugiro azamigue tudo (meninos e meninas, homo e hétero) a dar um relax. Porque se você também dá uma ignorada em algumas mensagens que recebe, a outra pessoa também pode. Ela pode não querer conversar agora, não ter tempo para te dar a atenção merecida ou ainda nem ter lido de verdade, só passado o olho.

Mas claro, quem é a desesperada da relação? A mulher, claro. É quem tem que ficar de olho “no homem dela”, é quem tem que ter medo de perder, é quem fica fuçando pra saber o que o companheiro está fazendo, certo? Sempre acho “graça” de duas coisas: esse raciocínio nunca leva em consideração mulheres lésbicas, homens gays, mulheres e homens trans, e lembram menos ainda dos namorados psico, que já foram trocados por outro ou que têm baixíssima autoestima e que ficam controlando desesperadamente suas namoradas/peguetes e não as “permite” sair sozinhas. 

Afinal, possessividade é uma característica feminina ou humana? Os homens não declaram ter posse de suas mulheres? Ou estou confusa? Confusa ou não, eu tou é ligada que nesse negócio de relacionamento real-virtual, conversar pessoalmente é bem mais gostoso que mensagem de voz no whatsapp. ;)

Mabia Barros

Pra começar, vamos deixar algo bem claro…O QUE É SER GAY?


Ok, confesso que recebi o convite com supresa e fiquei lisonjeado também! (Obrigado, Papy!) Depois, veio aquela questão de “nossa, como é que ela me confia algo assim?!” e o medo de fazer besteira com o trabalho lindo da amiga -- felizmente isso passou logo em seguida. Aí surge a terceira e pior etapa: “beleza, mas… por onde eu começo?!”

Do começo, claro. Então vamos lá… Quando pensei sobre por onde iniciar essa postagem, lembrei de algo desse domingo. Estava eu, confortavelmente deitado no sofá, assistindo (e rindo com) Will & Grace (rindo mais da Grace que do Will, diga-se de passagem) e, boom!, veio a percepção de por que gosto tanto desse seriado (que só vim a conhecer esse ano, infeliz ou felizmente). -- Will Truman é um homem de orientação gay, bem sucedido e não-estereotipado.

Tá, ok, é o personagem de um seriado, claro que ele é estereotipado a seu modo. E seu melhor amigo tem desses trejeitos que até o mais alienado dos héteros desprovidos de gaydar (o famoso “radar gay”) conseguem identificar. Mas ainda assim, há diferença. -- É só comparar com a maioria dos gays de novela das oito ou das sete e, voilá, várias referências estereotipadas ao extremo.

Só que fica meio complicado começar falando por aí, não? Existem gays que “não parecem gays”? Mas é claro! Você provavelmente lida com muitos no cotidiano e nem sabe disso. E a intenção aqui não é tirar ninguém do armário nem mostrar maneira de aprimorar ou desenvolver um gaydar próprio para usar com qualquer fulano ou fulana com que cruzar na rua. Então vamos deixar essa questão de “mas ele(a) nem parece gay!” pra daqui a pouco, porque é melhor partir do princípio mesmo.

Sem filhos, mas com bom senso.


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      
"... pensar que ter filhos, é o caminho natural da vida de qualquer pessoa, é fruto de uma mentalidade atrasada, segundo a qual, a maternidade faz parte da evolução da mulher e a torna completa" (Luci Mansur, psicanalista, autora do livro "Sem filhos: a mulher singular no plural")

Um belo dia, alguém disse que a mulher só seria completa se tivesse filhos e as pessoas tomaram isso como verdade absoluta.

Tem umas que, como eu, desejam ser mães e não podem, por diversos motivos, conceber. Algumas adotam e outras optam por não ter, simplesmente.

Conheço algumas que optaram por não ter e hoje se arrependem, outras não. Curtem sobrinhos, afilhados, animais de estimação e estão felizes com isso.

Tem quem não tenha se casado e, por isso, terminou deixando de lado o desejo da maternidade. Tem aquelas que acham que criança atrapalha e preferem focar nas carreiras. 14% das brasileiras não querem ter filhos.

Às vezes, o casal não deseja filhos. Outras, a mulher não tem instinto materno, não quer. Não adianta forçar e depois não ter paciência, fazer com que o filho seja criado por empregadas ou apelar para a violência.

Opção de cada um. E, como isso é uma escolha, tem consequências que podem ser positivas e negativas.


Feminismo de Salto Alto


Um belo dia, sei lá quando, alguém disse que deveríamos seguir um padrão imposto pela sociedade. Padrão de beleza X, só pode casar Y + Z ... Cada dia mais impressiona o tamanho da ignorância das pessoas que só acreditam nisso.

Olhando pelo meu lado: mulher, “branca”, heterossexual, cisgênero e classe média, eu resolvi criar esse blog há 6 anos atrás justamente para mostrar minha visão sobre o universo feminino e tentar abrir um pouco a cabeça e tirar o machismo de dentro das próprias mulheres.



Vi esse vídeo e alguma coisa ficou na minha cabeça. Perguntam pro astrofísico sobre a diferença genética entre homens e mulheres. Ele (homem, negro, cisgênero) responde que, primeiro, devemos ter um sistema que dê oportunidades iguais para todos, depois vamos falar de genética.

O sistema não é injusto comigo somente, mulher. É com ele, que era negro, pobre e teve que escutar diversos nãos por conta disso, mas conseguiu chegar onde chegou. É com as pessoas que têm gêneros diferentes dos que foram designados ao nascer. É com aqueles que nascem com orientações sexuais diferentes das impostas pela sociedade.

Nesse caminho, vivi coisas, conheci pessoas e vi que a coisa é muito mais ampla. Se eu sou uma minoria, por quê não abraçar outras e abrir espaço aqui para elas? Esse é o feminismo no sentido mais amplo, ao meu ver, o interseccional.

Vamos começar a partir de agora.

Esse foi um dos motivos que convidei Mabia Barros para fazer parte da equipe do blog. Minha amiga, inteligente, bem resolvida, mulher, negra, militante feminista e quem me apresentou o feminismo interseccional como conceito. 

Eu sou Mabia Barros. Mulher negra, cis, hétero (nordestina e gorda também) e classe média. Aprendi, nessa ordem, minha identidade. Sei que sou negra desde cedo, mas foi adulta que percebi que era classe média. Então sou feminista e milito no feminismo negro há tempos, mas percebo a diferença de olhar de uma amiga lésbica, uma trans, uma gorda. E como tenho uma amiga lésbica negra e gorda, digo a ela que ela só não é “pior” – na escala da sociedade – que uma trans que também fosse gorda, negra e lésbica. Hahahaha Mas vou logo avisando. Sou uma feminista negra de turbante nos cabelos acobreados, argolão dourado nas orelhas e batom vermelhão (e um esmalte holográfico, please). Amo moda desde criança pq minha mãe acredita que as filhas têm de ter roupas exclusivas e que reflitam suas personalidades. E, mals aê pra quem não acredita, mas eu já gosto de sexo. É bom demais gozar, né não? Então creiam, sou feminista e, como tal, prego liberdade e igualdade de condições. ;)

Eu tou com Mabia e com Chimamanda Adiche quando ela se denomina feminista feliz que gosta de homens e usa salto. Eu também me sinto assim! Vamos continuar amando moda por aqui, falando de beleza, cinema, saúde, sexo, comportamento, bofes da semana...

O que quero é  tentar ampliar a equipe com pessoas que tenham essa mesma visão. Vocês vão ver por aqui pessoas inteligentes, que escreverão textos sobre atualidades. O foco será o universo feminino, vasto, feminista sem ser chato e nem odiar homens, mas com apoio às minorias que precisem de voz.

Que venham as minorias, que todos possamos viver mais felizes, aceitando que as pessoas não precisam ser iguais.


Beijos
Paula
@blogmulherzinha

COMO VOCÊ CRIA/CRIARÁ SUAS FILHAS?


Eu não vejo nada demais as meninas brincarem de princesa Disney, com seus cabelos lindos e perfeitos, a espera dos príncipes encantados. Sabe o que me preocupa? Falta de opção. Falta de referência. O universo feminino é muito mais!!!

Você vai me perguntar: "Paula, você não tem filhos, então não vai entender!" (Acredite, eu escuto muito isso!)

Não, ainda. Mas acredite: com o bom senso que eu acho que tenho, posso emitir alguma opinião sobre o assunto, em meu blog.

Me dá uma ruga de preocupação com essas meninas no futuro. Crescer esperando a aprovação masculina é muito sério. Crescer tendo que ser perfeita? Mais sério ainda.

Por favor, mães. Deem a opção de escolha para essas meninas! É brincar de boneca, mas também é correr, se sujar, jogar futebol... Pq não? 

Falando em referências femininas, achei essa série de crianças fantasiadas para o Halloween como verdadeiras mulheres poderosas. 

GAROTA EXEMPLAR




Não li o livro, então, fui ao cinema sem expectativas. (Nossa Colaboradora Gabriella fez a resenha do livro). Tinha ouvido falar que o filme era bom, mas não sabia de maiores detalhes. Resumindo: foi a melhor coisa que fiz!

Sinopse: No quinto aniversário de casamento, Nick Dunne (Ben Affleck) reporta que sua linda mulher Amy (Rosamund Pike) está desaparecida. Sob pressão da polícia e um crescente interesse da imprensa sobre o caso, o relacionamento aparentemente perfeito de Nick começa a desmoronar. Suas mentiras, fingimentos e comportamento duvidoso começam a fazer todos se perguntarem: será que Nick Dunne matou sua mulher?



Dirigido por David Fincher. Roteiro de Gillian Flynn. Com: Ben Affleck, Rosamund Pike, Carrie Coon, Kim Dickens, Tyler Perry, Neil Patrick Harris, Patrick Fugit, David Clennon, Lisa Banes, Missi Pyle, Casey Wilson, Sela Ward, Scoot McNairy.

Tudo parecia PERFEITO DEMAIS. Um casal cool, Nick e Amy são escritores. O detalhe: ele é fracassado e ela vinda de uma família rica. Um belo dia, no aniversário de 5 anos de casamento, Amy some. E aí? Ela morreu? A culpa é de Nick? O mundinho perfeito dos dois começa a ser devassado pela polícia e um monte de segredos vêem à tona.

SEJAMOS TODOS FEMINISTAS


O nome dela é difícil, mas as palavras dela são diretas e objetivas. Chimamanda é uma militante feminista mas, segundo ela, uma feminista feliz que não odeia os homens e gosta de salto alto. Ela faz questão de quebrar estereótipos e deixar claro o que pensa. 

Para mim, primeiro foi o trecho de uma fala dela na música "Flawless" de Beyoncé. Depois, os divisores de águas foram seu discurso no TED e o livro "Sejamos todos feministas". Agora, eu quero saber tudo sobre Chimamanda e ler tudo que ela escreveu!

Nigeriana, autora de quatros livros e traduzida em mais de 30 línguas, Chimamanda já recebeu diversos prêmios por seus trabalhos, especialmente com seu livro mais recente: Americanah que entrou na lista de "Melhores Livros de 2013" do New York Times.

Ela tem tem 37 anos (Abba - Nigéria, em 1977) e é considerada uma das jovens escritoras da nova geração africana. Formada em Comunicação, Ciências Políticas e Escrita Criativa, ela é mestra em Estudos Africanos pela Universidade de Yale.

OUTUBRO ROSA: A LUTA NUNCA PARA!


Outubro chegou e, com ele, meu mês mais agitado. Lógico que eu não posso deixar de falar no assunto por aqui, justo no meu blog.

Para quem não está entendo, eu explico: Outubro é o mês internacional de luta contra o câncer de mama. Essa é uma doença séria, principal causadora de mortes de mulheres no Brasil, superando até a AIDS.

Eu, como ex-paciente, palestrante e engajada na causa de luta contra a doença, trago alguns pontos que acho importante disseminar e explicar para vocês:

- Outubro Rosa - É um movimento mundial de luta contra o câncer de mama criado nos Estados Unidos nos anos 90. Desde então, nesse mês, diversas cidades, empresas e pessoas têm iniciativas muito bacanas para falar da importância do diagnóstico precoce da doença

- O que é o câncer de mama? É uma formação anormal das células, causadas por diversos fatores. No Brasil, a previsão são 57000 novos casos. Só em Salvador, serão cerca de 810.

- Quem pode ter a doença? Homens e mulheres. É mais comum em mulheres da partir dos 40 anos, mas ACOMETE MULHERES JOVENS TAMBÉM. Eu tive aos 30 anos e, cada vez mais, aumenta o número de casos de mulheres jovens com a doença.

- Só corro risco se tiver alguém na família com a doença? Mentira. Isso é um mito! Eu não tinha histórico nenhum e tive a doença. Os casos genéticos são de 5 a 7% do geral.

- Como prevenir? Não existe prevenção, ao contrário do que muitas campanhas falam. Esse é um termo usado de forma errada. Não há o que você fazer para evitar a doença, mas você pode reduzir seus riscos tendo uma vida saudável, praticando exercícios regulamente, fazendo exames clínicos periódicos, entre outros.

- O que é o diagnóstico precoce? É a detectar cedo a doença. Quanto mais cedo você descobrir, mais chances de cura (até 98%) e de um tratamento menos invasivo.

- Autoexame - mensalmente você deve checar as mamas e perceber alterações. Esse vídeo fala bem sobre o assunto:


Tem que ter a consciência, pessoal. Com sua vida e com a das pessoas que você ama. Essa doença não escolhe sexo, cor, classe social... Muita gente ainda ignora a existência dela e/ou tem vergonha de se tocar, fazer o autoexame e ir ao médico. Eu acho isso lamentável e injustificável. Então, não custa nada para você, mulher moderna, culta e antenada, ir ao médico anualmente, mensalmente fazer seu autoexame e se cuidar.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui

Caso alguém queira trocar experiências, pode me escrever no papyds@gmail.com
EM CASO DE DÚVIDAS, PROCURE SEMPRE SEU MÉDICO.

Beijos
Paula
@blogmulherzinha

A expectativa é a mãe da merda


Crie um porco, uma planta ou até um sapo, mas não crie expectativas. Dá merda, pelo menos na grande maioria das vezes. Sabe pq? Pq a gente (incluindo eu) tende a fantasiar a coisa da forma que nós achamos que é, de acordo com o nosso entendimento. Quando a expectativa é frustrada, muito pouca gente sabe lidar.

Um exemplo: Você ACHA que o carinha está afim de você, ele combina de sair, você fica super empolgada, mas dai ele inventa uma desculpa de última hora. Você pode ficar puta, mas precisa parar para pensar: e se ele com receio? Com 2000 questões dentro dele? Enfim, problemas que não são
seus e você não é obrigada a conviver com isso. Antes eu ficaria puta com o cara. Hoje eu fico puta comigo, por ter criado expectativas e não ter percebido os sinais que o cara deve ter emitido.

 Minha amiga disse que a expectativa faz parte, está aí para ser vivida e que a gente só lembra dela quando ela é frustada. Quando a coisa dá certo ninguém lembra. Eu até concordo, mas acho que a coisa tem que ser consciente. Por mais que a gente se empolgue, acho que é preciso pensar na expectativa como algo nosso, exclusivamente, uma escolha. Como toda escolha, tem consequências.
Acho que é ter a consciência de que pode dar merda ou não.

 Que tal, pelo menos, tentar controlar ela um pouco, para deixar a coisa acontecer? É dificil, eu sei! E quem disse que a vida é fácil? Eu sigo tentando. Antes, quando um carinha que eu estava super empolgada fazia alguma besteira ou desmarcava o programa com alguma desculpa esfarrapada, eu sofria, ficava chateada. Hoje, eu consigo entender melhor que EU criei uma expectativa que pode ser diferente da do outro. É a tal da merda consciente. Já consigo até pensar "ainda bem que a criatura mostrou a cara logo. Sorte minha". Aí sabe o que eu faço? Capricho na make, visto aquele look de arrasar e pego uma amiga e arrumo algum programa bem divertido. Mas não pense que faço isso para um outro alguém me achar bonita - isso tb dá merda! Isso é para que eu me sinta bonita e lembre que eu sou muito melhor do que uma reles expectativa.

Beijos
Paula
@Blogmulherzinha