
No dia da mulher, trazemos aqui um tema nada fácil: a violência. Poderiamos falar aqui de moda, beleza e qualquer trivialidade, mas acho mais justo tratar de uma realidade que pode ser a sua, querida leitora.
Já tratamos dessa assunto aqui, mas sempre é bom repetir.
A violência contra a mulher é qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada.
Ou seja, mesmo que não apanhe, xingamentos e tortura psicológica também fazem parte do crime. Infelizmente, em nossa sociedade ainda há quem acredite na máxima RIDÍCULA de que os homens são superiores às mulheres e que o melhor jeito de resolver um conflito na base da a violência.

Comportamento retrógrado em tempos de avanço tecnológico, emancipação e etc. É assim que muitas famílias vivem e o que passam muitas mulheres nas mãos de seus maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades.
Existem muitas mulheres que vivem um ciclo vicioso: são agredidas desde a infância pelos pais, aceitam os maus tratos do namorado que vira marido, ouvem desaforos do chefe. Suas filhas presenciam o fato e acham que isso é a única realidade.
É muito comum que essas mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Dar um basta é algo super complicado, eu entendo. A situação é vergonhosa e muitas terminam sofrendo de uma dependência emocional – além da financeira. Diversas têm a doce ilusão de que “ele vai mudar, só foi aquela vez” ou “ele é tão bom, só teve aquele deslize” ou pior: que elas mesmas são culpadas da violência, ainda temos o famoso “ruim com ele, pior sem ele”. Está mais do que na hora de parar com isso!
Hoje em dia temos a lei Maria da Penha (clique aqui para ler nosso post antigo sobre o assunto), o que termina inibindo e punindo adequadamente. Desde fevereiro de 2012, qualquer pessoa pode denunciar o abuso, não necessariamente a mulher agredida! Isso foi um grande avanço.
O que muito me preocupa é o início dessa situação, pois ele está na base das famílias: meninas que aceitam namorados extremamente ciumentos e machistas, meninos criados achando que são seres superiores, sem respeito ao limite dos outros.
Criei esse blog justamente para falar com cada tipo e estilo diferente de mulher, para te fazer pensar e repensar nos seus conceitos, te mostrar que você é alguém especial e único justamente por ser mulher. Se você está numa relação abusiva (ou que pode vir a se tornar), aproveite o dia para repensar seus conceitos. Não se envergonhe. Sei que é difícil, mas você pode mudar essa história.
Se ame em primeiro lugar, antes de amar qualquer um!
COMO SE PROTEGER:
Aqui em Salvador existe um serviço público e gratuito de prevenção e atendimento psicológico, social e jurídico a mulheres que sofrem violência. O Centro de Referência Loreta Valadares é orientado pelos princípios do acolhimento sem discriminação, a escuta não julgadora e o absoluto respeito a todas as usuárias. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CENTRO DE REFERÊNCIA LORETA VALADARES CLIQUE AQUI
A vítima pode ligar no 180, Central de Atendimento à Mulher, serviço que pertence à Secretaria Nacional de Política para as Mulheres ou procurar delegacias e outros órgãos especializados em atendimento à mulher. Não é preciso se identificar e o serviço funciona 24h.
Em casos mais urgentes, os denunciantes são orientados a ligar diretamente para a Polícia Militar, no 190.
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BLOGAGEM COLETIVA PELAS MULHERES
Paula
@mulherzinha_