COMPORTAMENTO: GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

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Você deve estar se perguntando pq esse tema não está na categoria de sexo. Eu explico: para mim, gravidez na adolescência não é nada mais do que um problema de comportamento social.

A adolescência é uma fase complicada para todo mundo. É a hora das descobertas, da formação de personalidade, quando a gente vai aprendendo o que é certo e o que é errado. O grande divisor de águas, na minha opinião, para sabermos se a adolescência será boa ou ruim é a abordagem dos pais em relação a diversos assuntos, principalmente falando de sexo.

Antigamente, virgindade era considerada uma virtude e a menina só podia ser entregar ao marido, após o casamento. Pensa que isso evitou gravidez na adolescência? Nada! O “gostinho” pelo proibido sempre falou mais alto! Apesar da incidência ser menor.

Hoje, com queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais estão aliados com não utilização de métodos contraceptivos, apesar das campanhas da mídia e da distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos. Teoricamente, deviamos ter um índice menor de gravidez, mas não tempos. É por desconhecimento? Tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa? É o velho gosto em arriscar? Vergonha de exigir a camisinha na hora H?

A grande maioria das pessoas da minha geração – com + de 30 – tiveram pais que viveram o período da ditadura, muitas vezes machistas, onde não havia espaço para se falar de sexo. Junto com o tabu, vem a curiosidade de experimentar. Se a menina não estivesse atenta a uma série de coisas, corria um grande risco de engravidar sim. Graças a Deus que passei “ilesa” por essa fase! A grande mudança para a geração mais nova é que EXISTE INFORMAÇÃO SIM! A internet está ai para isso, basta querer procurar. Só que essa quando essa mentalidade não é formada em casa, fica mais complicado.

Acho que uma grande solução para isso vem de uma mudança da mentalidade da sociedade. Muitas famílias devem DESCONSIDERAR a virgindade como uma virtude, aproveitar temas abordados em filmes ou em novelas para tocar no assunto, tentar deixar a menina mais segura, ensinando-a de que a pressa em experiementar pode ser prejudicial e se, por acaso, a gravidez acontecer não vai ser o fim do mundo. Em caso de dificuldade nessa área, idas periódicas ao ginecologista podem ajudar.

Vamos tentar derrubar os tabus? Vamos trabalhar agora para que a geração de nossas filhas seja mais livre, responsável e mais consciente?

Bjs

Paula

@mulherzinha_

Um comentário:

Lívia Lima disse...

A grande verdade, minha amiga, é que a meninada simplesmente não usa camisinha!!! Cara, eu lembro que com meu primeiro namorado, eu tinha tanto medo de engravidar, que em 3 anos de namoro a gente nunca deixou de usar camisinha! Assim que eu comecei a ir ao ginecologista sozinha, pedi pra tomar pílula. Mas eu era uma excessão. Na mesma época, lá no colégio, tinham duas garotas da minha idade grávidas. Camisinha estourou? Óbvio que não!!! Meu próprio irmão teve filho com 18 anos... Usou camisinha? Não.

E tb rola muita vergonha da parte das meninas. Ir na farmácia pra comprar camisinha, pra elas é constrangedor. Aí depender dos garotos mais irresponsáveis ainda pra isso, é melhor não usar...

Camisinha tinha que ser distribuida nos colégios e não em postos de saúde. Mas aí é incentivo ao sexo na adolescência e, pelo amor de Deus, a igreja e o governo não deixam! ¬¬